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quinta-feira, 28 de agosto de 2014

agora

Agora,
nasceu o Sol,
já as nuvens 
se esfarriparam para algures,
e o vento,
(ah o vento!)
esse foi-se esmorecendo
pelos caminhos do sul.
Agora,
é o tempo das colheitas,
do trigo 'prenho',
da claridade 
e do assalto da alegria.
Agora,
é o tempo das redes luzentes,
faiscantes de vida 
e de esperança.

Agora,
é o meu tempo
e o tempo desta terra
em que nasci,
pai-mãe dos meus sonhos
e chão-minha-Pátria,
e terra a que chamo Nação!
(Jaime A.)

(Foto do autor obtida com telemóvel:
Berlenga Grande, Verão 2011)

N.A. - "Agora" é também o tempo do texto tosco, previsível

(texto publicado previamente no meu blogue Sopro Divino)

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Saudavam com alvoroço as coisas
Novas
O mundo parecia criado nessa mesma
Manhã
(Sophia de Mello Breyner, "Descobrimento" in Ilhas)

Sob os pós das águas
caminhavam entrevendo
as demências insepultas;


nas cristas negras,
as manhãs;


sobravam as gestas,
as glórias
de castos corrupios,
na vaga dor do claro abismo.
(foto 'Gruta Azul',
autoria Tales Azzi,
localização Bonito, MS,
Brasil)