Podias ficar com uma imagem;
a luz das palavras, dos sons
trocam o signo.
Lugar onde,
de onde,
sujeito sem objecto.
A partida nem saiu do molhe,
a figura,
a imagem,
o retrato,
descansaram sobre o aparador,
escondidas em memórias
empoeiradas
num amanhã insone.
(vd. fig. inclusa)
domingo, 22 de março de 2009
terça-feira, 17 de março de 2009
A corda
terça-feira, 10 de março de 2009
Enigmático Poema

A roda da existência está sempre a girar
enquanto o grande redemoinho do tempo
brinca de ciranda com o espectro solar...
O sono profundo do céu
ao mar dos sonhos tragar,
mergulhar em um outro mundo
e em estrangeiro à tona regressar...
O sono profundo e o mergulho mortal
nas profundezas da alma e dos temporais...
Amar é viver como a aranha que tece
seu imenso emaranhado de versos
para a mosca das horas aprisionar...
O amor é um pequeno círculo fechado
de onde a pomba branca não consegue voar...
Vejo um mundo imenso nas entrelinhas
da palma da mão da mulher amada...
Nas linhas imaginárias entre o sonho e a paixão
Caminho descalço entre a terra do fogo
e o tormentoso viver sem te mirar...
José Antonio Klaes Roig
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enigmas e soluções
segunda-feira, 9 de março de 2009
soneto ao quase-voo...
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
...rua
quiosque de pastiches,
tinta-da-china,
linha quase dolorida.
Ao canto, numa frinja,
entre dois leões escapados do pó,
uma água-furtada espreita.
Para nada ou ninguém.
As quatro pessoas não passam;
sorriem ao nada,
ao infinitamente branco
dum enquadramento alegre,
entre gargalhadas espumosas.
Sempre uma sonhei assim a minha rua.
Qui-la assim,
assim ma deram.
Possuo-a
como o dedilhar,
amoroso, filigranado,
do mestre guitarrista,
na ternura envolvente do seu amor,
nos olhos que soerguem aquela álea,
a semiabrigam do sol,
lhe levam gotículas de água,
e suspiram de enlevo.
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
A faca
sábado, 21 de fevereiro de 2009
Palíndromo amoroso

Eram estranhos...
Conheceram-se.
Por sete anos viveram juntos.
Separam-se.
Por sete anos ficaram distantes.
Reencontraram-se.
Eram estranhos...
José Antonio Klaes Roig
Obs.: imagem extraída da internet, endereço abaixo
http://www.educacaopublica.rj.gov.br/biblioteca/educacao_artistica/0008.html
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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
(...) transcrição...
"Sou a gaivotaque derrota
todo o mar tempo no mar alto
eu sou o homem que transporta
a maré povo em sobressalto"
(José Carlos Ary dos Santos in As letras das canções)
Trepei ao poente,
trouxe o meu povo.
Êxodo letárgico,
a busca do sorriso.
Lentas,
gaivotas deslizantes,
em rotas de golfinho.
Inquieto, aquele povo-gente,
mirava um susto de mar irado.
Lobriguei caminhos,
atalhos de fuga.
Alguém quis ciciar uma oração;
o tempo fora longo, dorido,
assim a prece.
Longe, a fúria dos donos das vidas.
Agora, podíamos estacar ali pra sempre.
Mas a revolta fora nossa,
partiríamos menos amarrados,
mais nós!
Assim seria,
entre vagas,
entre medos,
entre tanto!!
(foto extraída da net)
Etiquetas: Para onde? Busca
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
nação, pátria
Para lá...
Sentou-se no lusco-fusco
entre duas pedras de maresia.
Um vento de além-vida
cobria-lhe gentilmente
os cabelos de sal.
Sentara-se ali
havia minutos;
trezentos e noventa anos antes;
uma memória vislumbrara
a nesga do porvir duma nação,
aquilo que a salvaria
de si mesma.
Um rei, um príncipe, um povo,
"uma Fé, um Império".
Sobrara o sonho, os cabelos salinos.
Um vento carregado de naus
enchia-lhe os pulmões;
o sentir
de uma História
que lhe era tão hereditária
como a cor dos cabelos de sal.
Uma Nação fora para lá de Alexandre,
no seu regresso trouxera o esquecimento
a que nem Alexandre fora votado.
"Malhas que o Império tece..."
Publicado por Jaime A. residente em Lisboa, Portugal, latitude e longitude: 38º72" Norte e 9º14" Oeste
Sentou-se no lusco-fusco
entre duas pedras de maresia.
Um vento de além-vida
cobria-lhe gentilmente
os cabelos de sal.
Sentara-se ali
havia minutos;
trezentos e noventa anos antes;
uma memória vislumbrara
a nesga do porvir duma nação,
aquilo que a salvaria
de si mesma.
Um rei, um príncipe, um povo,
"uma Fé, um Império".
Sobrara o sonho, os cabelos salinos.
Um vento carregado de naus
enchia-lhe os pulmões;
o sentir
de uma História
que lhe era tão hereditária
como a cor dos cabelos de sal.
Uma Nação fora para lá de Alexandre,
no seu regresso trouxera o esquecimento
a que nem Alexandre fora votado.
"Malhas que o Império tece..."
Publicado por Jaime A. residente em Lisboa, Portugal, latitude e longitude: 38º72" Norte e 9º14" Oeste
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quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
Mundo Ovo II

Meu mundo cabe num ovo,
Um ovo não cabe em meu mundo.
Contrários e contraditórios,
O mundo e o ovo,
Ora abrigo, ora prisão.
Ambos geram vida e descobertas.
O ovo de Colombo lembra a América,
Ovo de Páscoa, Anunciação...
Um novo olhar sobre um novo horizonte –
O sol parece imensa gema
De um gigantesco e infinito ovo...
Nem todo ovo gera pinto,
Nem todo pinto gera mundo...
Nem todo mundo permite que ovos
Consigam gerar vida
Nem toda vida almeja o vôo...
Amar é sair da casca ou nela se aprisionar.
Tudo depende de nossa forma de ver
O mundo, o ovo e o amor...
José Antonio Klaes Roig
residente em Rio Grande - Brasil.
latitude e longitude: 32º01'59.51" Sul e 52º05'55.01" Oeste.
Obs.: imagem extraída do endereço abaixo
http://coqueteclando.wordpress.com/2007/12/
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sábado, 20 de setembro de 2008
Objetivo do blog GPS Literário
Na verdade, sigla inglesa que significa Sistema de Posicionamento Global por satélite, em que a triangulação de 3 ou mais satélites determinam a posição de um objeto pelo mundo afora...
Segundo a enciclopédia virtual Wikipédia: "O Sistema de Posicionamento Global, popularmente conhecido por GPS (do acrónimo do inglês Global Positioning System), é um sistema de posicionamento por satélite americano, por vezes incorrectamente designado de sistema de navegação, utilizado para determinação da posição de um receptor na superfície da Terra ou em órbita. Existem atualmente dois sistemas efetivos de posicionamento por satélite; o GPS americano e o Glonass russo; também existem mais dois sistemas em implantação; o Galileo europeu e o Compass chinês".
O que é um GPS Literário?
No caso do GPS Literário, a proposta é trabalhar com a idéia de emissor e receptor, em que o blog é o canal aberto que poderá reunir poetas e escritores de língua portuguesa, que estejam navegando pelo ciberespaço, pelo mundo afora, e que queiram contribuir para a troca de experiências e textos poéticos...
A idéia surgiu a partir de conversas pelo MSN entre José Antonio Klaes Roig (eu), poeta e escritor, com a poet'amiga Ana Cristina Matias, residente em Rio Grande, Rio Grande do Sul, Brasil, que graduanda em Letras gosta e pesquisa muito sobre a literatura portuguesa.
Observação: Imagem acima, extraída da internet, através do Google Earth, mostrando a localização das cidades de Rio Grande e São José do Norte, de onde Ana e eu somos originários, embora ambos estejam atualmente residentes entre as coordenadas de latitude e longitude: 32º01'59.51" Sul e 52º05'55.01" Oeste.
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