
A roda da existência está sempre a girar
enquanto o grande redemoinho do tempo
brinca de ciranda com o espectro solar...
O sono profundo do céu
ao mar dos sonhos tragar,
mergulhar em um outro mundo
e em estrangeiro à tona regressar...
O sono profundo e o mergulho mortal
nas profundezas da alma e dos temporais...
Amar é viver como a aranha que tece
seu imenso emaranhado de versos
para a mosca das horas aprisionar...
O amor é um pequeno círculo fechado
de onde a pomba branca não consegue voar...
Vejo um mundo imenso nas entrelinhas
da palma da mão da mulher amada...
Nas linhas imaginárias entre o sonho e a paixão
Caminho descalço entre a terra do fogo
e o tormentoso viver sem te mirar...
José Antonio Klaes Roig

